quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Experiência e Aprendizado

Expansão e recolhimento, a Lua e o Sol, o masculino e o feminino, o Eco e o "Urbs", a civilização e a natureza, A  CULTURA, o claro e o escuro,
o reprimido
o opressor
e o foragido.
O fora-da-lei, o descaso, o irrelevante, a consideração, a opinião
A visão da fronteira, da beira, do limite, do limiar; o "entre-lugares" (Bhabha)
A linha do horizonte, o horizonte de acontecimentos - epistêmico, noosférico, "espíritico", para os mais evangélicos, espiritual.
Sobretudo, infinito, e maior!

"Existe algo maior que o amor?" Ou, "nomeie um sentimento, maior que o amor".


          Esta semana convidei a duas Pessoas (maiúsculo, pra mim, que à posteriori explicarei). Maiúsculas pessoas. Stela e Zeca - Zeca, pela intimidade, adaptado de José Carlos...Zé Carlos...Zé Ca. Stela, simplesmente brilhante, e me sugeriu a boa-ideia (ahahaha, uma ideia-valor de Louis Dumont) em expressar-me literalmente.

          (Mesmo tendo sido atividade que desempenho há muitos anos em minha vida, jamais ousara permitir-me à atividade, solitária, construtiva, ilimitada, reflexiva, infinita, integrativa: A atividade do escrever.)

          Será, na companhia constante dessas duas grandes personalidades que caminharei em terreno que, confesso,
-devido à entrega emocional concomitante à reverberação energética e ornagnísmica-
enfim
o conhecimento é excitante, sempre.



Isso não é um texto científico
não é poesia
são ensaios que começo agora,
e os encerro quando bem quiser,
e que, no entanto, procurei tornar prolífera sua geração.



          Tomarei o caminho sugerido por Marcus, Cushman e Geertz,
em realizar um relato intimista? Creio ser essa a melhor maneira de me expressar, botando para fora, como uma neurose sadia, a ânsia em estar em tempo de discutir o que mais foge à temporalidade humana:
o presente;
e chego a me perguntar se morremos,
mais que nascemos
a cada segundo, nanossegundo ou fragmento de tempo mísero de "dura-ação".


          A pesquisa sobre a 'Mente Humana' e a 'Natureza Humana', a Antropologia em seu sentido mais substancial, me levarão à Comida como objeto de busca cabal, central, carnal. Isso aparecerá aos poucos.E de leve, pois sei que o caminho da pesquisa é árduo, e requer muitas
e muitas quedas.

          Um texto-experiência para um Biólogo e Antropólogo, músico, curioso, sereno e sonhador que busca complementar seus estudos com reflexões e aprendizagens fruto do exercício pleno da Observação, complementado pela arte de escrever.

          Na intenção em versar sobre Antropologia dentro das áreas de: Natureza e Cultura, Comida, Crianças, Etnologia, Animais, Sociedade e Ciência,
buscarei ter Experiências que sejam incorporadas como Aprendizagem.



domingo, 2 de setembro de 2012

Timothy Ingold e o Ser humano

Excelente texto,
retirado do endereço abaixo.

O texto é um resumo e um estudo em cima da percepção de Tim Ingold,
sobre sociedade e concepções da natureza.

http://aguadebebercamara.blogspot.com.br/2012/02/repensando-questao-racial-e-cultura.html

(a foto ao lado é mera illustração para o post)
=p

sábado, 25 de agosto de 2012

ser e ter, de Nicolas Philibert

"Ser e Ter", um filme documentando o cotidiano escolar da vida de crianças do interior da França.

Muito muito bom!


http://www.youtube.com/watch?v=8qe-egnoEgE

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Neandertais conheciam o poder de algumas ervinhas


-reportagem na FOLHA
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1123219-neandertal-se-tratava-com-ervas-medicinais-diz-estudo.shtml-


 
Pesquisadoras trabalham na caverna de El Sidrón, na Espanha, que foi habitada por neandertais

A espécie de humanos distinta do Homo sapiens que habitou a Europa até 30 mil anos atrás -- os neandertais -- tinham uma cultura tão sofisticada que incluía até conhecimento sobre ervas medicinais. Pesquisadores analisaram a composição química do tártaro acumulado em dentes fossilizados de um indivíduo da espécie e encontraram traços de camomila, mil-folhas e outras plantas que não puderam ser identificadas.
"Acreditamos que ele estivesse consumindo essas folhas para automedicação, porque o gosto delas, amargo, não é muito bom", disse à Folha Karen Hardy, arqueóloga da Universidade de York (Reino Unido), que fez a descoberta. "As plantas que identificamos também têm valor nutricional muito baixo, e certamente eles não as estavam comendo para obter energia."
Em estudo na edição desta semana da revista alemã de ciências naturais "Naturwissenschaften", Hardy descreve com seus colegas como a descoberta foi feita em fósseis de neandertais de 50 mil anos atrás. Os fósseis saíram de um sítio arqueológico aberto em 1994 na caverna de El Sidrón, em Astúrias, no norte da Espanha.



Para identificar os diferentes componentes de plantas que estavam aprisionados no tártaro dos hominídeos, os cientistas combinaram a espectrometria de massa (técnica para revelar a composição química de materiais) com a análise de imagens de microscópio eletrônico, que revelou grãos minúsculos de plantas fósseis trituradas.
"A camomila, claro, é conhecida hoje como chá para acalmar os nervos, às vezes usado contra indigestão", diz Hardy, que afirma detestar o sabor da planta. "Já o mil-folhas é um adstringente -- causa aumento localizado da circulação de sangue -- e às vezes é receitado contra resfriado."
 
VEGETARIANISMO?
Para fazer o estudo, a arqueóloga analisou dentes de dez indivíduos, no total, e encontrou evidências de consumo de plantas com amido em todos. Três deles exibiam traços de carboidratos sugerindo que os vegetais haviam sido cozidos antes de ser ingeridos. Um dos fósseis -- o mesmo que consumira ervas medicinais -- não apresentou traços químicos relacionados ao consumo de carne. Foi uma surpresa para os cientistas, pois neandertais até agora vêm sendo considerados uma espécie carnívora.

Comunicação CSIC
Pesquisadora trabalha na caverna de El Sidrón, na Espanha, que foi habitada por neandertais
Pesquisadora trabalha na caverna de El Sidrón, na Espanha, que foi habitada por neandertais
"Não sabemos como interpretar isso, ainda", diz Hardy. "Temos que fazer mais estudos antes de dizer se esse indivíduo pertencia a uma cultura vegetariana totalmente alternativa."
Segundo Hardy, ainda é difícil saber quais seriam as fontes do amido que os neandertais de El Sidrón estavam comendo, pois ainda não existem estudos suficientes sobre como era a vegetação da região há 50 mil anos. Os indícios de que esses hominídeos também sabiam cozinhar foram reforçados por partículas de fumaça de madeira queimada encontradas grudadas em seus dentes.
A variedade de moléculas encontradas no tártaro fossilizado dos hominídeos sugere que eles consumiam ainda muitas outras plantas diferentes, ainda que os cientistas só tenham conseguido identificar duas com precisão. "Provavelmente os neandertais conheciam seu ambiente muito bem, e nós vínhamos subestimando essa capacidade de entendimento que eles tinham", diz Hardy.



domingo, 24 de junho de 2012

Antropofagia na Cúpula dos Povos

Exposição no museu La Maison Rouge,
tema: canibalismo
antropofagia
COMIDAAA!! =)

http://www.lamaisonrouge.org/spip.php?article727


Voltando da Cúpula dos Povos com o pessoal do MNLM - Movimento Nacional de Luta por Moradia.

Concomitantemente, ligo a tv em busca das notícias que saem dessa caixinha
(uma vez caixa, hoje tendendo a uma película)

e vejo que, realmente,
"A Revolução não será televisionada"

vamos nos alimentar uns dos outros,
quem sabe assim evoluímos, sorridentes.

mas eu gostei, valeu a pena
a vida vale a pena
se levada com peneza.




quinta-feira, 7 de junho de 2012

Livro: Etnografia e educação


















Etnografia e educação:
culturas escolares, formação e sociabilidades infantis e juvenis
Tania Dauster.(org.)
Sandra Pereira Tosta.(org.)
Gilmar Rocha.(org.)

 
Editora Lamparina, 2012

É sabido que a educação, como campo disciplinar, apropria-se de outros saberes, tais como filosofia, psicologia e história, para investigar suas práticas e construir investigações e caminhos políticos. A entrada da antropologia no campo da educação em tempos recentes tem permitido uma ampliação de sentidos na medida em que as relações sociais na escola, as culturas escolares, os processos de transmissão de saberes no cotidiano, a formação de docentes e as sociabilidades infantis e juvenis atravessam as fronteiras dos espaços e das práticas educativas formais e não formais. Com isso, queremos sinalizar que outras formas de conceber e praticar a educação passam a constituir os currículos da formação de profissionais que atuam nessas áreas.
Este livro reúne artigos de pesquisadores de instituições nacionais e estrangeiras, que atuam nos campos da antropologia e da educação, sendo eles: Alexandre Barbosa Pereira, Anderson Tibau, Gilberto Velho, Gilmar Rocha, Lucelena Ferreira, Márcia Lúcia Anacleto de Souza, Neusa Maria Mendes de Gusmão, Pollyana Alves, Raúl Iturra, Ricardo Vieira, Sandra Pereira Tosta e Tania Dauster.



Sumário:
Antropologia e educação: “diálogo e perspectivas” - Gilberto Velho
Introdução - Tania Dauster, Sandra Pereira Tosta e Gilmar Rocha
A epistemologia da infância: ensaio de antropologia da educação - Raúl Iturra
Aprendendo com o outro: Margaret Mead e o papel da educação na organização da culturaGilmar Rocha
Escrever: formação e identidade num universo de escritorasTania Dauster 
Educação quilombola: entre saberes e lutas - Neusa Maria Mendes de Gusmão e Márcia Lúcia Anacleto de Souza 
Sinal fechado: representações e práticas de leitura de alunos do ensino médio de uma escola pública carioca - Lucelena Ferreira 
Do lar à escola: a hegemonia das práticas escolares e a antropologia da educação em Portugal - Ricardo Vieira 
Pelos mares da baía da Ilha Grande - Anderson Tibau
Jovens e rituais escolares - Alexandre Barbosa Pereira
Cultura e cor na escola: uma etnografia com adolescentes negros de elite - Sandra Pereira Tosta e Pollyana Alves